quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Aprender outro idioma faz o cérebro crescer







Cérebro e idiomas

Estudos já demonstraram que falar dois idiomas aguça o cérebro e melhora a atenção e até que falar dois idiomas retarda os sintomas do Mal de Alzheimer.

Mas um grupo de pesquisadores suecos queria saber o que acontece no "hardware", ou seja, na fisiologia do cérebro.

Eles encontraram um laboratório perfeito na Academia de Intérpretes das Forças Armadas da Suécia, onde jovens recrutas aprendem um novo idioma em um ritmo muito rápido - 13 meses.

Estudando os cérebros desses recrutas antes e depois do treinamento de idiomas, eles tiveram uma oportunidade sem precedentes para observar o que acontece com o cérebro quando aprendemos um novo idioma.

Curso super intensivo

Ao entrar na Academia de Uppsala, os jovens suecos com talento para línguas vão de um conhecimento zero de línguas como árabe ou russo, a falá-las fluentemente, em um período de 13 meses.

De manhã à noite, durante a semana e os fins de semana, os recrutas estudam em um ritmo diferente do encontrado em qualquer outro curso de idiomas.

Como grupo de controle, os pesquisadores usaram estudantes de medicina e de ciências cognitivas da Universidade de Umea - também estudantes que estudam muito, mas não línguas.

Os dois grupos passaram por exames de ressonância magnética antes e depois de um período de três meses de estudos intensivos.



Crescimento do cérebro

Enquanto a estrutura do cérebro do grupo de controle permaneceu inalterada, partes específicas do cérebro dos estudantes de língua cresceram.

As partes que aumentaram de tamanho foram o hipocampo, uma estrutura cerebral profunda, envolvida na aprendizagem de novos materiais e na navegação espacial, e três áreas no córtex cerebral.

"Ficamos surpresos que diferentes partes do cérebro desenvolveram-se em diferentes graus, dependendo do desempenho dos alunos e de quanto esforço eles tiveram que despender para levar adiante seu curso," disse Johan Martensson, pesquisador em psicologia da Universidade de Lund.

Alunos com maior crescimento no hipocampo e de uma área do córtex cerebral relacionada ao aprendizagem de línguas - o giro temporal superior - alcançaram maiores habilidades de linguagem do que os outros estudantes.

"Ainda que não possamos comparar três meses de estudo intensivo de línguas com uma vida inteira sendo bilíngue, há bastante fundamento para sugerir que a aprendizagem de línguas é uma boa maneira de manter o cérebro em forma," concluiu Martensson.




Redação do Diário da Saúde


Aprender outro idioma faz o cérebro crescer







Cérebro e idiomas

Estudos já demonstraram que falar dois idiomas aguça o cérebro e melhora a atenção e até que falar dois idiomas retarda os sintomas do Mal de Alzheimer.

Mas um grupo de pesquisadores suecos queria saber o que acontece no "hardware", ou seja, na fisiologia do cérebro.

Eles encontraram um laboratório perfeito na Academia de Intérpretes das Forças Armadas da Suécia, onde jovens recrutas aprendem um novo idioma em um ritmo muito rápido - 13 meses.

Estudando os cérebros desses recrutas antes e depois do treinamento de idiomas, eles tiveram uma oportunidade sem precedentes para observar o que acontece com o cérebro quando aprendemos um novo idioma.

Curso super intensivo

Ao entrar na Academia de Uppsala, os jovens suecos com talento para línguas vão de um conhecimento zero de línguas como árabe ou russo, a falá-las fluentemente, em um período de 13 meses.

De manhã à noite, durante a semana e os fins de semana, os recrutas estudam em um ritmo diferente do encontrado em qualquer outro curso de idiomas.

Como grupo de controle, os pesquisadores usaram estudantes de medicina e de ciências cognitivas da Universidade de Umea - também estudantes que estudam muito, mas não línguas.

Os dois grupos passaram por exames de ressonância magnética antes e depois de um período de três meses de estudos intensivos.



Crescimento do cérebro

Enquanto a estrutura do cérebro do grupo de controle permaneceu inalterada, partes específicas do cérebro dos estudantes de língua cresceram.

As partes que aumentaram de tamanho foram o hipocampo, uma estrutura cerebral profunda, envolvida na aprendizagem de novos materiais e na navegação espacial, e três áreas no córtex cerebral.

"Ficamos surpresos que diferentes partes do cérebro desenvolveram-se em diferentes graus, dependendo do desempenho dos alunos e de quanto esforço eles tiveram que despender para levar adiante seu curso," disse Johan Martensson, pesquisador em psicologia da Universidade de Lund.

Alunos com maior crescimento no hipocampo e de uma área do córtex cerebral relacionada ao aprendizagem de línguas - o giro temporal superior - alcançaram maiores habilidades de linguagem do que os outros estudantes.

"Ainda que não possamos comparar três meses de estudo intensivo de línguas com uma vida inteira sendo bilíngue, há bastante fundamento para sugerir que a aprendizagem de línguas é uma boa maneira de manter o cérebro em forma," concluiu Martensson.




Redação do Diário da Saúde


domingo, 9 de setembro de 2012

Cérebro não consegue raciocinar e lembrar ao mesmo tempo


Fazer contas ou lembrar

Se você estiver resolvendo um problema de matemática e alguém lhe perguntar o que você comeu ontem, das duas uma:
Ou você pára com a sua tarefa e vai tentar se lembrar do seu jantar, ou diz para o outro não lhe incomodar que você está ocupado agora.
Josef Parvizi, da Universidade de Stanford, ficou incomodado com essa incapacidade de trabalhar simultaneamente com raciocínio e reflexão, e quis descobrir as razões dessa incompatibilidade entre os dois tipos de tarefa.

Memória desligada
A resposta é que o cérebro humano possui uma área, o córtex medial posterior, que fica extremamente ativa quando você usa a memória, mas é quase totalmente desativada quando você tentar fazer um raciocínio lógico.
Isto explica porque é tão difícil misturar a solução de um problema de matemática com a lembrança de qualquer evento, seja ele agradável ou não - a área do cérebro exigida para uma precisa ficar inativa para que a outra funcione bem.
A razão da necessidade da desativação do córtex medial posterior para que os raciocínios lógicos tenham êxito não está clara, mas os cientistas levantam a hipótese de que isso pode ser necessário para que o cérebro possa concentrar-se na tarefa complicada, evitando ser importunado por lembranças fora de hora.

Córtex medial posterior

O córtex medial posterior, situado onde os dois hemisférios do cérebro se encontram, é de grande interesse dos neurocientistas porque ele está envolvido com o pensamento introspectivo.
O Dr. Parvizi, juntamente com seus colegas Brett Foster e Mohammed Dastjerdi agora desenvolveram uma técnica para medir diretamente a "saída" desse ponto anatomicamente inacessível do cérebro.
A nova técnica é mais precisa e alcança maior resolução do que a ressonância magnética funcional (fMRI), que mede o fluxo sanguíneo nas diversas regiões do cérebro, que não consegue detectar as flutuações de alta frequência do cérebro.
A diferença entre a lembrança de fatos passados e o raciocínio é apenas a primeira amostra de estudo que a nova técnica permitirá.

Cérebro não consegue raciocinar e lembrar ao mesmo tempo


Fazer contas ou lembrar

Se você estiver resolvendo um problema de matemática e alguém lhe perguntar o que você comeu ontem, das duas uma:
Ou você pára com a sua tarefa e vai tentar se lembrar do seu jantar, ou diz para o outro não lhe incomodar que você está ocupado agora.
Josef Parvizi, da Universidade de Stanford, ficou incomodado com essa incapacidade de trabalhar simultaneamente com raciocínio e reflexão, e quis descobrir as razões dessa incompatibilidade entre os dois tipos de tarefa.

Memória desligada
A resposta é que o cérebro humano possui uma área, o córtex medial posterior, que fica extremamente ativa quando você usa a memória, mas é quase totalmente desativada quando você tentar fazer um raciocínio lógico.
Isto explica porque é tão difícil misturar a solução de um problema de matemática com a lembrança de qualquer evento, seja ele agradável ou não - a área do cérebro exigida para uma precisa ficar inativa para que a outra funcione bem.
A razão da necessidade da desativação do córtex medial posterior para que os raciocínios lógicos tenham êxito não está clara, mas os cientistas levantam a hipótese de que isso pode ser necessário para que o cérebro possa concentrar-se na tarefa complicada, evitando ser importunado por lembranças fora de hora.

Córtex medial posterior

O córtex medial posterior, situado onde os dois hemisférios do cérebro se encontram, é de grande interesse dos neurocientistas porque ele está envolvido com o pensamento introspectivo.
O Dr. Parvizi, juntamente com seus colegas Brett Foster e Mohammed Dastjerdi agora desenvolveram uma técnica para medir diretamente a "saída" desse ponto anatomicamente inacessível do cérebro.
A nova técnica é mais precisa e alcança maior resolução do que a ressonância magnética funcional (fMRI), que mede o fluxo sanguíneo nas diversas regiões do cérebro, que não consegue detectar as flutuações de alta frequência do cérebro.
A diferença entre a lembrança de fatos passados e o raciocínio é apenas a primeira amostra de estudo que a nova técnica permitirá.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

É Possível aprender dormindo???



1-Aprender durante o sono

Crescem a cada dia as evidências de que é possível aprender durante o sono.
Apesar de desprezada por cientistas desde o advento da ciência moderna, a prática é bastante comum, com kits para aprender dormindo estando à venda desde o advento das vendas de kits.
Para surpresa geral, assim que alguns cientistas pioneiros tiveram a coragem de enfrentar os preconceitos dos seus colegas e pesquisar o tema, os resultados têm sido encorajadores - também para os vendedores de kits.
É possível aprender dormindo, dizem cientistas
Aprender música dormindo
Agora, James Antony e seus colegas da Universidade Northwestern (EUA) demonstraram o aprendizado durante o sono usando música.
Os participantes aprenderam duas melodias geradas por computador e, a seguir, tiraram um cochilo de uma hora e meia.
Durante o sono, os pesquisadores colocaram para tocar uma das melodias, mas não a outra.
O resultado foi inequívoco: depois de acordarem, os participantes sabiam bem a música que tocara durante o sono, mas mal se lembravam da outra.
Reforço do aprendizado
Usando um monitor de eletroencefalografia para registrar a atividade elétrica do cérebro dos dorminhocos, os pesquisadores se asseguraram que a música era tocada durante o chamado sono de ondas lentas, um estágio do sono ligado à sedimentação das memórias.
"Nós também constatamos que os sinais eletrofisiológicos durante o sono se correlacionam com a intensidade da melhoria da memória," disse o Dr. Antony.
Os pesquisadores ressaltam que seu estudo demonstrou que é possível sedimentar durante o sono algo que você já aprendeu antes. Por enquanto, eles não têm nada a dizer sobre "aprender do zero dormindo" - alguns kits prometem até ensinar outros idiomas durante o sono, sem precisar estudar!
Além de planejar estudar agora outros tipos de aprendizado - eles planejam fazer isto acordados - os cientistas afirmam que a técnica de processamento da memória durante o sono poderá ser usada para treinar habilidades motoras, hábitos e disposições comportamentais.


2-Aprender dormindo

Nós podemos aprender enquanto dormimos.
Isto graças a uma nova forma inconsciente de memória, da qual os cientistas agora coletaram os primeiros sinais inequívocos.
A existência dessa forma inconsciente de memória foi comprovada por pesquisadores da Universidade do Estado de Michigan (EUA).
Os resultados são destaque no periódico científico Journal of Experimental Psychology.
Memória do sono
"Nós especulamos que podemos estar investigando uma forma separada da memória, diferente dos sistemas tradicionais de memória," disse Kimberly Fenn, coordenadora da pesquisa.
"Há evidências substanciais de que, durante o sono, o cérebro está processando informações sem o seu conhecimento, e essa habilidade pode contribuir para a memória em um estado de vigília," afirma.
No artigo, que analisou mais de 250 pessoas, Fenn e seu colega Zach Hambrick sugerem que as pessoas tiram proveito dessa capacidade de "memória do sono" de formas radicalmente diferentes.
Enquanto algumas pessoas experimentam melhoras dramáticas em sua memória depois de acordadas, outras não tiram proveito algum da memória do sono.
Ela acrescenta que a melhoria da memória foi observada na maioria das pessoas que participaram do experimento.
Reforço do aprendizado
Para os pesquisadores, esta habilidade é uma forma nova e previamente desconhecida de memória, capaz de reforçar o aprendizado sem ação consciente do indivíduo.
"Você e eu podemos ir para a cama ao mesmo tempo e ter a mesma quantidade de sono," disse Fenn, "mas, enquanto a sua memória pode aumentar substancialmente, pode não haver nenhuma mudança na minha."
Fenn acredita que a capacidade potencial dessa memória separada não é capturada por testes de inteligência e testes de aptidão tradicionais.
"Este é o primeiro passo para estudarmos se esse novo tipo potencial de memória está relacionado ou não com resultados como a aprendizagem em sala de aula", disse ela.
A pesquisadora aproveitou para reforçar a necessidade de uma boa noite de sono.
"Simplesmente melhorar o seu sono pode potencialmente melhorar seu desempenho na sala de aula", afirmou.

Leia mais sobre o assunto-

http://veja.abril.com.br/211107/p_098.shtml

http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2009/12/aprender-dormindo

http://super.abril.com.br/ciencia/sim-possivel-aprender-dormindo-552057.shtml