sábado, 7 de dezembro de 2013

Cérebros de homens e mulheres têm 'conexões diferentes'


Conexões podem explicar por que os dois sexos executam bem determinadas tarefas, dizem pesquisadores dos EUA


Um estudo conduzido por cientistas americanos apontou que os cérebros de homens e mulheres têm conexões diferentes, o que poderia explicar por que um sexo desempenha determinadas tarefas melhor do que o outro.

PA
Traços azuis mostram conexões em cérebro masculino, enquanto laranjas revelam ligações em cérebro feminino

Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia realizaram tomografias de cérebros de aproximadamente 1 mil homens, mulheres, meninos e meninas e constataram diferenças marcantes entre eles.
Os cérebros dos homens, por exemplo, têm conexões de frente para trás, com poucas entre os dois hemisférios. Já nas mulheres, mais conexões se cruzam da esquerda para a direita.
Essas diferenças podem explicar por que os homens, em geral, tendem a ter mais facilidade para aprender ou fazer uma única tarefa, como andar de bicicleta e se localizar, enquanto as mulheres são mais aptas a realizar múltiplas tarefas, afirmaram os pesquisadores.
O estudo foi divulgado na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
Complexo
Os mesmos voluntários foram submetidos a realizar uma série de testes cognitivos, e os resultados aparentam embasar essa teoria.
As mulheres obtiveram maior pontuação em atenção, memória facial e de palavras e cognição social. Já os homens tiveram melhor desempenho em velocidade do processamento espacial e sensório-motor.
O pesquisador Ruben Gur, que integrou o grupo responsável pelo estudo, afirmou: "É surpreendente como os cérebros das mulheres e dos homens podem ser complementares."
"Os mapas detalhados do cérebro não só nos ajudarão a melhor entender as diferenças entre como os homens e as mulheres pensam, mas também nos dará maior compreensão sobre as origens dos transtornos neurológicos, que normalmente têm estreita ligação com o sexo."
Mas especialistas argumentam que pode não ser tão simples e dizem que é um "salto muito grande" tentar explicar variações de comportamento entre os sexos a partir de diferenças anatômicas. Além disso, dizem, as conexões cerebrais não permanecem fixas.
"Sabemos que não existe algo como 'conexão permanente' quando se trata do cérebro. As conexões podem mudar durante a vida, em resposta à experiência e ao aprendizado", diz a professora Heidi Johansen-Berg, especialista britânica em neurociência da Universidade de Oxford.
Segundo ela, o cérebro é um órgão muito complexo para que seja possível fazer generalizações abrangentes.
"Com frequência, abordagens matemáticas sofisticadas são usadas para analisar e descrever essas redes cerebrais. Esses métodos podem ser úteis para identificar diferenças entre grupos, mas é complicado interpretar essas diferenças em termos biológicos", diz.

    Cérebros de homens e mulheres têm 'conexões diferentes'


    Conexões podem explicar por que os dois sexos executam bem determinadas tarefas, dizem pesquisadores dos EUA


    Um estudo conduzido por cientistas americanos apontou que os cérebros de homens e mulheres têm conexões diferentes, o que poderia explicar por que um sexo desempenha determinadas tarefas melhor do que o outro.

    PA
    Traços azuis mostram conexões em cérebro masculino, enquanto laranjas revelam ligações em cérebro feminino

    Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia realizaram tomografias de cérebros de aproximadamente 1 mil homens, mulheres, meninos e meninas e constataram diferenças marcantes entre eles.
    Os cérebros dos homens, por exemplo, têm conexões de frente para trás, com poucas entre os dois hemisférios. Já nas mulheres, mais conexões se cruzam da esquerda para a direita.
    Essas diferenças podem explicar por que os homens, em geral, tendem a ter mais facilidade para aprender ou fazer uma única tarefa, como andar de bicicleta e se localizar, enquanto as mulheres são mais aptas a realizar múltiplas tarefas, afirmaram os pesquisadores.
    O estudo foi divulgado na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
    Complexo
    Os mesmos voluntários foram submetidos a realizar uma série de testes cognitivos, e os resultados aparentam embasar essa teoria.
    As mulheres obtiveram maior pontuação em atenção, memória facial e de palavras e cognição social. Já os homens tiveram melhor desempenho em velocidade do processamento espacial e sensório-motor.
    O pesquisador Ruben Gur, que integrou o grupo responsável pelo estudo, afirmou: "É surpreendente como os cérebros das mulheres e dos homens podem ser complementares."
    "Os mapas detalhados do cérebro não só nos ajudarão a melhor entender as diferenças entre como os homens e as mulheres pensam, mas também nos dará maior compreensão sobre as origens dos transtornos neurológicos, que normalmente têm estreita ligação com o sexo."
    Mas especialistas argumentam que pode não ser tão simples e dizem que é um "salto muito grande" tentar explicar variações de comportamento entre os sexos a partir de diferenças anatômicas. Além disso, dizem, as conexões cerebrais não permanecem fixas.
    "Sabemos que não existe algo como 'conexão permanente' quando se trata do cérebro. As conexões podem mudar durante a vida, em resposta à experiência e ao aprendizado", diz a professora Heidi Johansen-Berg, especialista britânica em neurociência da Universidade de Oxford.
    Segundo ela, o cérebro é um órgão muito complexo para que seja possível fazer generalizações abrangentes.
    "Com frequência, abordagens matemáticas sofisticadas são usadas para analisar e descrever essas redes cerebrais. Esses métodos podem ser úteis para identificar diferenças entre grupos, mas é complicado interpretar essas diferenças em termos biológicos", diz.

      quarta-feira, 30 de outubro de 2013

      Capacidade do cérebro é muito maior do que se pensava




      Como mo sempre acontece na ciência, as coisas são sempre mais complicadas do que pareciam à primeira vista.

      Um grupo internacional de pesquisadores acaba de descobrir que o cérebro possui um "poder computacional" muito maior do que eles calculavam.

      Os cientistas gostam de comparar o cérebro humano com um computador, no qual os neurônios seriam os "transistores" com os quais são construídos os processadores.

      Neurônios são células nervosas de cujo corpo central derivam um axônio, a parte mais longa, e dendritos, uma teia com numerosas ramificações.

      As teorias atuais afirmam que os axônios "disparam" - liberam cargas elétricas - para que os neurônios comuniquem-se uns com os outros. Tudo o que o cérebro faz seria resultado dessas interações interneurais, as chamadas redes neurais.

      Os dendritos, por sua vez, seriam apenas fios de interligação, sem nenhum papel ativo.

      Contudo, uma equipe do Reino Unido e dos Estados Unidos acaba de descobrir que os muito mais numerosos dendritos também "disparam", fazendo suas próprias computações de forma autônoma.
      Capacidade do cérebro é muito maior do que cientistas pensavam
      Os dendritos têm seu próprio poder computacional, mostrando que o cérebro é muito mais complicado do que se imaginava. [Imagem: Biosferas/UNESP]

      Capacidade do cérebro é muito maior do que cientistas pensavam
      Os dendritos têm seu próprio poder computacional, mostrando que o cérebro é muito mais complicado do que se imaginava. [Imagem: Biosferas/UNESP]
      Cálculos cerebrais

      Os resultados desafiam o paradigma atual das neurociências de que os cálculos cerebrais são feitos apenas por um grande número de neurônios trabalhando em conjunto, demonstrando como componentes básicos do cérebro são dispositivos computacionais excepcionalmente potentes.

      "Os dendritos atuam como dispositivos de computação em miniatura para detectar e amplificar tipos específicos de sinais de entrada," disse o professor Michael Hausser, orientador do estudo.

      "Esta nova propriedade dos dendritos adiciona um novo elemento importante para a 'caixa de ferramentas' computacionais do cérebro," concluiu ele.

      Ou seja, mesmo a nova descoberta não foi suficiente para que os cientistas escapassem de seu mecanicismo e mudassem sua concepção do cérebro como uma máquina, cheia de peças e ferramentas.

      Fonte de Pesquisa-Diário de Saúde

      Capacidade do cérebro é muito maior do que se pensava




      Como mo sempre acontece na ciência, as coisas são sempre mais complicadas do que pareciam à primeira vista.

      Um grupo internacional de pesquisadores acaba de descobrir que o cérebro possui um "poder computacional" muito maior do que eles calculavam.

      Os cientistas gostam de comparar o cérebro humano com um computador, no qual os neurônios seriam os "transistores" com os quais são construídos os processadores.

      Neurônios são células nervosas de cujo corpo central derivam um axônio, a parte mais longa, e dendritos, uma teia com numerosas ramificações.

      As teorias atuais afirmam que os axônios "disparam" - liberam cargas elétricas - para que os neurônios comuniquem-se uns com os outros. Tudo o que o cérebro faz seria resultado dessas interações interneurais, as chamadas redes neurais.

      Os dendritos, por sua vez, seriam apenas fios de interligação, sem nenhum papel ativo.

      Contudo, uma equipe do Reino Unido e dos Estados Unidos acaba de descobrir que os muito mais numerosos dendritos também "disparam", fazendo suas próprias computações de forma autônoma.
      Capacidade do cérebro é muito maior do que cientistas pensavam
      Os dendritos têm seu próprio poder computacional, mostrando que o cérebro é muito mais complicado do que se imaginava. [Imagem: Biosferas/UNESP]

      Capacidade do cérebro é muito maior do que cientistas pensavam
      Os dendritos têm seu próprio poder computacional, mostrando que o cérebro é muito mais complicado do que se imaginava. [Imagem: Biosferas/UNESP]
      Cálculos cerebrais

      Os resultados desafiam o paradigma atual das neurociências de que os cálculos cerebrais são feitos apenas por um grande número de neurônios trabalhando em conjunto, demonstrando como componentes básicos do cérebro são dispositivos computacionais excepcionalmente potentes.

      "Os dendritos atuam como dispositivos de computação em miniatura para detectar e amplificar tipos específicos de sinais de entrada," disse o professor Michael Hausser, orientador do estudo.

      "Esta nova propriedade dos dendritos adiciona um novo elemento importante para a 'caixa de ferramentas' computacionais do cérebro," concluiu ele.

      Ou seja, mesmo a nova descoberta não foi suficiente para que os cientistas escapassem de seu mecanicismo e mudassem sua concepção do cérebro como uma máquina, cheia de peças e ferramentas.

      Fonte de Pesquisa-Diário de Saúde

      terça-feira, 1 de outubro de 2013

      "Você e eu somos um" é bem mais do que poesia

      Seu cérebro parece preparado para lhe ajudar a ter empatia.
      Ou, ao contrário, a empatia parece ser uma emoção tão forte, que ela aparece claramente no cérebro.
      Usando neuroimagens, cientistas descobriram que nosso cérebro usa os mesmos "canais" quando pensamos em nós mesmos e quando pensamos em pessoas que nos são caras, como cônjuges, companheiros e amigos.
      "Com a familiaridade, outras pessoas se tornam parte de nós mesmos," diz James Coan da Universidade da Virgínia.
      "Nosso self inclui as pessoas de quem nos sentimos próximos. Em outras palavras, a nossa autoidentidade é amplamente baseada em quem conhecemos e com quem simpatizamos," completou.
      Você e eu somos um
      Coan e seus colegas submeteram voluntários a exames de ressonância magnética de seus cérebros durante experimentos nos quais havia a ameaça de receber choques elétricos leves - os choques podiam ser dirigidos ao próprio voluntário, a um amigo ou a um estranho.
      Como esperado, quando o risco de choque é para si mesmo, as regiões do cérebro responsáveis pela resposta à ameaça - a ínsula anterior, putâmen e giro supramarginal - tornaram-se ativas.
      Quando a ameaça de choque era feita a um estranho, essas regiões do cérebro apresentaram pouca atividade.
      Contudo, quando a ameaça de choque é feita a um amigo, a empatia entra em ação: a atividade cerebral dos participantes mostrou-se essencialmente idêntica à atividade apresentada quando a ameaça era a eles próprios.
      "A correlação entre o self e o amigo foi incrivelmente semelhante," disse Coan. "Os resultados mostram a notável capacidade do cérebro de modelar o self aos outros; que as pessoas próximas de nós tornam-se uma parte de nós mesmos; e que isto não é apenas metáfora ou poesia, é algo muito real.
      "Literalmente, estamos sob ameaça quando um amigo está sob ameaça. Mas não é assim quando um estranho está sob ameaça," concluiu o pesquisador.
      Para sentir a dor dos estranhos, parece então que a empatia não é suficiente, talvez devendo entrar em ação um sentimento mais poderoso: a compaixão.
      Pesquisa-Diário de Saúde
      http://www.diariodasaude.com.br

      "Você e eu somos um" é bem mais do que poesia

      Seu cérebro parece preparado para lhe ajudar a ter empatia.
      Ou, ao contrário, a empatia parece ser uma emoção tão forte, que ela aparece claramente no cérebro.
      Usando neuroimagens, cientistas descobriram que nosso cérebro usa os mesmos "canais" quando pensamos em nós mesmos e quando pensamos em pessoas que nos são caras, como cônjuges, companheiros e amigos.
      "Com a familiaridade, outras pessoas se tornam parte de nós mesmos," diz James Coan da Universidade da Virgínia.
      "Nosso self inclui as pessoas de quem nos sentimos próximos. Em outras palavras, a nossa autoidentidade é amplamente baseada em quem conhecemos e com quem simpatizamos," completou.
      Você e eu somos um
      Coan e seus colegas submeteram voluntários a exames de ressonância magnética de seus cérebros durante experimentos nos quais havia a ameaça de receber choques elétricos leves - os choques podiam ser dirigidos ao próprio voluntário, a um amigo ou a um estranho.
      Como esperado, quando o risco de choque é para si mesmo, as regiões do cérebro responsáveis pela resposta à ameaça - a ínsula anterior, putâmen e giro supramarginal - tornaram-se ativas.
      Quando a ameaça de choque era feita a um estranho, essas regiões do cérebro apresentaram pouca atividade.
      Contudo, quando a ameaça de choque é feita a um amigo, a empatia entra em ação: a atividade cerebral dos participantes mostrou-se essencialmente idêntica à atividade apresentada quando a ameaça era a eles próprios.
      "A correlação entre o self e o amigo foi incrivelmente semelhante," disse Coan. "Os resultados mostram a notável capacidade do cérebro de modelar o self aos outros; que as pessoas próximas de nós tornam-se uma parte de nós mesmos; e que isto não é apenas metáfora ou poesia, é algo muito real.
      "Literalmente, estamos sob ameaça quando um amigo está sob ameaça. Mas não é assim quando um estranho está sob ameaça," concluiu o pesquisador.
      Para sentir a dor dos estranhos, parece então que a empatia não é suficiente, talvez devendo entrar em ação um sentimento mais poderoso: a compaixão.
      Pesquisa-Diário de Saúde
      http://www.diariodasaude.com.br

      segunda-feira, 9 de setembro de 2013

      Sonhos conscientes...



      A busca pela sede da consciência no cérebro tem iludido cientistas há décadas.

      O que se percebe é que, durante a vigília, estamos sempre conscientes de nós mesmos.

      Durante o sono, ao contrário, não temos essa autopercepção.

      Mas há um grupo de indivíduos, conhecidos como sonhadores lúcidos, que conseguem perceber que estão sonhando, e inclusive interferir nesses sonhos.

      Agora, os cientistas usaram imagens de ressonância magnética para descobrir o que acontece no cérebro dessas pessoas, em comparação com as demais, que sonham apenas o que seu inconsciente parece querer.

      Autorreflexão

      Sonhos lúcidos dão pistas sobre a consciência no cérebro
      As diferenças cerebrais entre os sonhadores
       comuns e os sonhadores lúcidos são bem marcantes,
       mas duram poucos segundos.
      A equipe do Dr. Michael Czisch, do Instituto Max Planck (Alemanha), fez imagens do cérebro dos voluntários - alguns sonhadores lúcidos e outros não - usando tomografia de ressonância magnética.

      Eles descobriram que a percepção do sonho ativa áreas específicas da rede cortical, incluindo o córtex prefrontal dorsolateral, as regiões frontopolares e o lóbulo quadrado (precuneus).

      Todas essas regiões estão associadas com funções chamadas autorreflexivas, quando o indivíduo dá-se conta de si mesmo.

      Mistérios da neurociência

      A capacidade humana de autopercepção, autorreflexão e consciência estão entre os grandes mistérios não resolvidos da neurociência.

      Mesmo com as modernas técnicas de imageamento médico, ainda é impossível visualizar totalmente o que se passa no cérebro quando as pessoas passam de um estado de consciência para um estado inconsciente.

      O problema reside no fato de que é difícil monitorar o cérebro durante essa fase de transição.

      Isto torna praticamente impossível delinear claramente a atividade do cérebro relativa especificamente à recuperação da autopercepção e da consciência, separando-a das atividades mais gerais do cérebro.

      Sonhadores lúcidos

      Essa é uma das razões pelas quais os cientistas vêm-se interessando cada vez mais pelos sonhadores lúcidos, pessoas que percebem que estão sonhando e interferem no sonho.

      Os sonhadores lúcidos têm acesso às suas memórias durante o sonho, exercem sua vontade para mudar o andamento do sonho, e continuam com percepção total de si mesmos.

      O estudo mostrou que a atividade cerebral entre os sonhadores normais e os sonhadores lúcidos não difere muito - as variações ocorrem em poucos segundos, eventualmente mostrando o quanto os sonhos são rápidos.



      Pesquisa-
      Diário de Saúde