segunda-feira, 7 de abril de 2014

Astrônomos fotografam teia cósmica que sustenta Universo


    Embora os autores do estudo acreditem que esta
 é a primeira imagem da teia cósmica, suas observa
   mostram a estrutura apenas à frente do quasar, não havendo
          por enquanto, meios para demonstrar que ela se
       estende por todo o espaço. [Imagem: A. Klypin/J. Primack/S. Cantalupo]



Teia cósmica

Astrônomos acreditam ter capturado a primeira imagem das estruturas filamentosas de grande escala que se acredita preencherem o espaço.

Os cosmólogos calculam que a matéria no espaço intergaláctico está distribuída em uma vasta rede de estruturas filamentosas interligadas.

Essa estrutura, formada essencialmente por gás, passou a ser conhecida como teia cósmica, e existem diversas simulações computacionais que tentam ilustrá-la.

A grande maioria dos átomos existentes no Universo está nessa rede cósmica, incluindo o hidrogênio primordial, a matéria que teria "sobrado" do Big Bang e que não coalesceu para formar estrelas, planetas e outros corpos celestes.

Agora, astrônomos da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, nos EUA, e do Instituto Max Planck, na Alemanha, capturaram uma imagem de uma estrutura filamentosa desse tipo pela primeira vez.

Para isso, eles usaram a intensa radiação gerada por um buraco negro do tipo quasar - por estranho que pareça, eles puderam ver a teia cósmica porque ela foi "iluminada por um buraco negro".

Na verdade, o gás brilha sob ação da radiação emitida pelo quasar, o mesmo efeito que faz as lâmpadas fluorescentes acenderem.

A porção observada da teia cósmica tem um tamanho de cerca de 2 milhões de anos-luz, e está nas proximidades do quasar UM-287.

Contudo, embora os autores do estudo acreditem que esta é a primeira imagem da teia cósmica, suas observações mostram a estrutura apenas à frente do quasar - o restante da ilustração está baseado em simulações computacionais.

Ainda é necessário demonstrar que a estrutura filamentosa se estende por todo o espaço, o que outros grupos acreditam ser possível usando outros meios:


Fonte de Pesquisa-Inovação Tecnológica
http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

Astrônomos fotografam teia cósmica que sustenta Universo


    Embora os autores do estudo acreditem que esta
 é a primeira imagem da teia cósmica, suas observa
   mostram a estrutura apenas à frente do quasar, não havendo
          por enquanto, meios para demonstrar que ela se
       estende por todo o espaço. [Imagem: A. Klypin/J. Primack/S. Cantalupo]



Teia cósmica

Astrônomos acreditam ter capturado a primeira imagem das estruturas filamentosas de grande escala que se acredita preencherem o espaço.

Os cosmólogos calculam que a matéria no espaço intergaláctico está distribuída em uma vasta rede de estruturas filamentosas interligadas.

Essa estrutura, formada essencialmente por gás, passou a ser conhecida como teia cósmica, e existem diversas simulações computacionais que tentam ilustrá-la.

A grande maioria dos átomos existentes no Universo está nessa rede cósmica, incluindo o hidrogênio primordial, a matéria que teria "sobrado" do Big Bang e que não coalesceu para formar estrelas, planetas e outros corpos celestes.

Agora, astrônomos da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, nos EUA, e do Instituto Max Planck, na Alemanha, capturaram uma imagem de uma estrutura filamentosa desse tipo pela primeira vez.

Para isso, eles usaram a intensa radiação gerada por um buraco negro do tipo quasar - por estranho que pareça, eles puderam ver a teia cósmica porque ela foi "iluminada por um buraco negro".

Na verdade, o gás brilha sob ação da radiação emitida pelo quasar, o mesmo efeito que faz as lâmpadas fluorescentes acenderem.

A porção observada da teia cósmica tem um tamanho de cerca de 2 milhões de anos-luz, e está nas proximidades do quasar UM-287.

Contudo, embora os autores do estudo acreditem que esta é a primeira imagem da teia cósmica, suas observações mostram a estrutura apenas à frente do quasar - o restante da ilustração está baseado em simulações computacionais.

Ainda é necessário demonstrar que a estrutura filamentosa se estende por todo o espaço, o que outros grupos acreditam ser possível usando outros meios:


Fonte de Pesquisa-Inovação Tecnológica
http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Seu cérebro vê coisas que você não vê.

Jay Sanguinetti, da Universidade do Arizona (EUA), fez uma descoberta que desafia as teorias sobre como o cérebro se relaciona com a percepção consciente - com a mente.

Os experimentos mostraram que o cérebro processa e entende informações visuais que podem nunca chegar ao nível consciente.

Em termos simples: seu cérebro "vê", mas você não.

Isto desafia os modelos atualmente aceitos sobre como o cérebro processa a informação visual e abre questões totalmente novas sobre mente e cérebro.

Consciência inconsciente

Sanguinetti mostrou aos voluntários uma série de silhuetas negras, algumas das quais continham objetos significativos e reais representados pela porção branca do desenho.

"Nós queríamos saber se o cérebro estava processando o significado dos objetos que estão do lado de fora dessas silhuetas. A questão específica foi 'Será que o cérebro processa essas formas ocultas ao nível de significado, mesmo quando a pessoa não as vê conscientemente?" esclarece o pesquisador.

A resposta é sim.

As ondas cerebrais dos participantes indicaram que, mesmo que uma pessoa nunca reconheça conscientemente as formas brancas, do lado de fora dos desenhos, seus cérebros processam essas formas até o nível da compreensão do seu significado.

Mas depois o cérebro aparentemente descarta essa compreensão.

Processamento do significado

"Há uma assinatura no cérebro para o processamento significativo", explica Sanguinetti. "Um pico nas ondas cerebrais médias, chamado N400, indica que o cérebro reconhece um objeto e o associa com um significado particular."

Esse pico ocorre cerca de 400 milissegundos depois que a imagem é mostrada - o N indica as ondas abaixo de um eixo de referência, enquanto as ondas acima desse eixo são chamadas de P.

A presença do pico N400 indica que o cérebro dos voluntários reconheceu o significado dos formatos do lado de fora da figura, embora eles não tenham relatado sua identificação.

Isto leva à questão de por que o cérebro processa o significado de uma forma e depois a descarta, "impedindo" que a pessoa fique consciente dela.

Para essa questão os pesquisadores ainda não têm uma resposta.




Mesmo quando a pessoa é orientada a se
concentrar nos desenhos pretos,
seu cérebro reconhece as
formas brancas
[Imagem: Jay Sanguinetti]





















Dite de Pesquisa -Diário de Saúde-http://www.diariodasaude.com.br/

Seu cérebro vê coisas que você não vê.

Jay Sanguinetti, da Universidade do Arizona (EUA), fez uma descoberta que desafia as teorias sobre como o cérebro se relaciona com a percepção consciente - com a mente.

Os experimentos mostraram que o cérebro processa e entende informações visuais que podem nunca chegar ao nível consciente.

Em termos simples: seu cérebro "vê", mas você não.

Isto desafia os modelos atualmente aceitos sobre como o cérebro processa a informação visual e abre questões totalmente novas sobre mente e cérebro.

Consciência inconsciente

Sanguinetti mostrou aos voluntários uma série de silhuetas negras, algumas das quais continham objetos significativos e reais representados pela porção branca do desenho.

"Nós queríamos saber se o cérebro estava processando o significado dos objetos que estão do lado de fora dessas silhuetas. A questão específica foi 'Será que o cérebro processa essas formas ocultas ao nível de significado, mesmo quando a pessoa não as vê conscientemente?" esclarece o pesquisador.

A resposta é sim.

As ondas cerebrais dos participantes indicaram que, mesmo que uma pessoa nunca reconheça conscientemente as formas brancas, do lado de fora dos desenhos, seus cérebros processam essas formas até o nível da compreensão do seu significado.

Mas depois o cérebro aparentemente descarta essa compreensão.

Processamento do significado

"Há uma assinatura no cérebro para o processamento significativo", explica Sanguinetti. "Um pico nas ondas cerebrais médias, chamado N400, indica que o cérebro reconhece um objeto e o associa com um significado particular."

Esse pico ocorre cerca de 400 milissegundos depois que a imagem é mostrada - o N indica as ondas abaixo de um eixo de referência, enquanto as ondas acima desse eixo são chamadas de P.

A presença do pico N400 indica que o cérebro dos voluntários reconheceu o significado dos formatos do lado de fora da figura, embora eles não tenham relatado sua identificação.

Isto leva à questão de por que o cérebro processa o significado de uma forma e depois a descarta, "impedindo" que a pessoa fique consciente dela.

Para essa questão os pesquisadores ainda não têm uma resposta.




Mesmo quando a pessoa é orientada a se
concentrar nos desenhos pretos,
seu cérebro reconhece as
formas brancas
[Imagem: Jay Sanguinetti]





















Dite de Pesquisa -Diário de Saúde-http://www.diariodasaude.com.br/

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Teoria quântica da mente ganha sustentação experimental

Outros estudos experimentais já haviam demonstrado
que a memória humana obedece leis da mecânica quântica.
 [Imagem: Håkon Fyhn/Kavli Institute for Systems Neuroscience/NTNU]



Novas pesquisas estão dando embasamento a uma teoria sobre a consciência que ainda permanecia controversa no meio científico.
Os novos dados experimentais mostram que a consciência deriva de um nível mais profundo, de atividades em menor escala do que os neurônios.
Na verdade, essas atividades ocorrem dentro dos próprios neurônios, mas não nos processos celulares normais ou nas conexões entre os neurônios, e sim em uma interação 

molecular onde as leis da física que operam são aquelas estabelecidas pela mecânica quântica.
Os resultados, que alguns especialistas classificaram de "históricos", foram publicados na revista científica Physics of Life Reviews.
Teoria quântica da consciência
Hoje é possível pode encontrar dezenas de livros que sustentam "teorias quânticas da mente", mas, no meio científico acadêmico, essa teoria permanece controversa.
A teoria é chamada Orch-OR, uma sigla para "orchestrated objective reduction", ou redução objetiva orquestrada.
Quem está se incumbindo de defender essa nova teoria da mente é ninguém menos do que Stuart Hameroff e Roger Penrose, este um dos mais renomados físicos da atualidade - os dois são os mesmos que lançaram a controversa teoria quântica da consciência, há mais de 20 anos.
Eles defendem que as "computações vibracionais quânticas" nos microtúbulos são "orquestradas" ("Orch") por entradas sinápticas e memórias armazenadas nos microtúbulos, e terminadas por "redução objetiva" ("OR").
A recente descoberta de vibrações quânticas em microtúbulos dentro dos neurônios do cérebro dá sustentação a esta teoria, de acordo com Hameroff e Penrose - microtúbulos são os principais componentes do esqueleto estrutural das células.
Para Hameroff e Penrose, a consciência surge de alguma coisa além das computações, alguma coisa que a ciência ainda não descobriu, eventualmente porque não admite a possibilidade de sua existência.
Os dois pesquisadores sugerem que os ritmos das ondas cerebrais normalmente gravados por exames de eletroencefalografia também derivam de vibrações dos microtúbulos de nível mais profundo, e que, de um ponto de vista prático, tratar as vibrações dos microtúbulos no cérebro poderia beneficiar pacientes com uma série de doenças mentais, neurológicas e cognitivas.
Mecânica quântica quente
A teoria "Orch-OR" foi muito criticada desde o seu lançamento com base no argumento de que o cérebro seria "quente, molhado, e barulhento" demais para sustentar processos quânticos aparentemente delicados.
No entanto, experimentos já comprovaram a coerência quântica "quente" na fotossíntese das plantas, no sistema de navegação no cérebro dos pássaros, no olfato humano e, mais recentemente, nos microtúbulos cerebrais.
A descoberta das vibrações quânticas de elevada temperatura nos microtúbulos dentro dos neurônios cerebrais foi feita pelo grupo do Dr. Anirban Bandyopadhyay, no Instituto Nacional de Ciências dos Materiais em Tsukuba (Japão).
Pesquisas da equipe do Dr. Roderick Eckenhoff, na Universidade da Pensilvânia, por sua vez, sugerem que a anestesia, que apaga seletivamente a consciência, mas mantém o funcionamento de atividades cerebrais não-conscientes, atua via microtúbulos nos neurônios do cérebro.
De resto, nenhum físico sustenta que a mecânica quântica só valha para sistemas inorgânicos, inertes e frios.
Origem da consciência
"A origem da consciência reflete o nosso lugar no universo, a natureza da nossa existência. Será que a consciência evoluiu de cálculos complexos entre os neurônios do cérebro, como a maioria dos cientistas afirma? Ou será que a consciência, em certo sentido, tem estado aqui o tempo todo, como as abordagens espirituais defendem?" questionam Hameroff e Penrose em seu atual artigo, que revisa todas as pesquisas recentes na área.
"Isso abre uma potencial Caixa de Pandora, mas a nossa teoria acomoda os dois pontos de vista, sugerindo que a consciência deriva das vibrações quânticas nos microtúbulos, proteínas poliméricas dentro dos neurônios do cérebro, que tanto governam as funções neuronal e sináptica, como conectam os processos cerebrais aos processos auto-organizados em escala mais fina, uma estrutura quântica 'proto-consciente' da realidade," concluem eles.
Postagem do Diário de Saúde-http://www.diariodasaude.com.br/
Outros estudos experimentais já haviam demonstrado
que a memória humana obedece leis da mecânica quântica.
 [Imagem: Håkon Fyhn/Kavli Institute for Systems Neuroscience/NTNU]